Floreios
esquecido dos caminhos de casa,
vaguei por ruas e estradas.
alheios territórios
abriram abismos e velórios.
decidido a construir asas,
liderei catedrais e escadas.
volteios simplórios
fortaleceram corações e empórios.
náufrago afogado em pequenas poças,
lutei com muitas braçadas.
salteios do infinito
desperteraram algo enobrecido
galanteios de almas crescidas...
ergui os olhos acima do horizonte.
finalmente voava para casa!
rios, ruas e estradas apequenaram-se
poças tornaram-se gotas,
largas vias apenas riscos.
catedrais esquecidas...
território distante.
coração adornado,
ego adormecido,
mãos despertas.
floreios da essência encontrada!
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Guilherme e Souza
julho de 2025
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